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30/07/2021

Recivil - Projeto Canto da Rua Emergencial chega a 9 mil atendimentos em BH e 477 segundas vias de certidões

A coordenação do projeto de assistência às pessoas em situação de rua em Belo Horizonte, o “Canto da Rua Emergencial”, apresentou, recentemente, o balanço dos resultados da iniciativa. Entre os números gerais de atendimentos, desde o início da pandemia, moradores de rua pediram 477 segundas vias de certidões de nascimento, casamento e óbito intermediados pelo Recivil.

“A apresentação dos números, resultados e perfil do público assistido pelo projeto Canto da Rua Emergencial, reafirma a importância da contribuição dos oficiais de registro civil nas ações voltadas às pessoas em situação de rua viabilizando o acesso à segunda via da certidão de nascimento ou casamento, documentos que são fundamentais para o resgate da dignidade e cidadania”, disse a coordenadora de Projetos Sociais do Recivil, Leila Xavier, quem esteve presente no encontro e comemora os números.

Ao todo, o projeto atendeu 9 mil pessoas em vulnerabilidade social, o que representa uma média de 800 pessoas por dia em várias frentes de atuação de resgate da cidadania da população em situação de rua, como banho, serviço de lavanderia, distribuição de lanches e de copos de água, atendimento de pets. Foi realizado mais de 210 mil atendimentos gerais; 55 mil bio psicossocial; 601 atendimentos do Ministério Público; 699 da Defensoria Pública e 85 do Centro de Defesa.

Durante a apresentação, a coordenadora de gestão do programa “Canto da Rua Emergencial”, Flávia Gonzaga, informou que 90% das pessoas atendidas têm entre 20 e 59 anos. A maioria delas não concluíram o ensino fundamental e são homens. Pelo menos 20% dos atendimentos são procurados por novos moradores de rua que perderam o emprego e, sem renda, também a moradia a crise econômica causada pela pandemia do coronavírus.

Criado pela Pastoral de Rua da Arquidiocese de Belo Horizonte, o “Canto de Rua Emergencial” começou com patrocínio do Instituto Unibanco, e passou a ser assumido pela Prefeitura de Belo Horizonte. Os atendimentos continuam acontecendo na estrutura instalada na Serraria Souza Pinto, na região Central de BH.

 

Fonte: Recivil


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